Quinta-feira, Novembro 30, 2006
Terça-feira, Novembro 28, 2006
bailarina ou cisne?
fotografia. Philippe Pachea ouvir... The Swan Lake, ballet, Op. 20
Composed by Pyotr Tchaikovsky (1840 - 1893)
1875-1876
Conductor . Charles Dutoit
Performer. Chantal Juillet (Violin) Guy Fouquet (Cello)
Orchestra. Ensemble Montreal Symphony Orchestra
...
Act I No. 9: Finale
..
....
Quinta-feira, Novembro 23, 2006
'Esperar ou vir esperar querer ou vir querer-te
vou perdendo a noção desta subtileza.
Aqui chegado até eu venho ver se me apareço
e o fato com que virei preocupa-me, pois chove miudinho
Muita vez vim esperar-te e não houve chegada
De outras, esperei-me eu e não apareci
embora bem procurado entre os mais que passavam.
Se algum de nós vier hoje é já bastante
como comboio e como subtileza
Que dê o nome e espere. Talvez apareça'
Mário Cesariny. Estação
vou perdendo a noção desta subtileza.
Aqui chegado até eu venho ver se me apareço
e o fato com que virei preocupa-me, pois chove miudinho
Muita vez vim esperar-te e não houve chegada
De outras, esperei-me eu e não apareci
embora bem procurado entre os mais que passavam.
Se algum de nós vier hoje é já bastante
como comboio e como subtileza
Que dê o nome e espere. Talvez apareça'
Mário Cesariny. Estação
Terça-feira, Novembro 21, 2006
comboios I
gosto de andar de comboio.
hoje apetecia-me ir... apanhar o comboio e ... sair numa terra desconhecida
olhar tudo pela primeira vez.
andar de comboio é diferente de andar de carro, avião,
é diferente !
a ausência de outros veículos
apenas um ou outro comboio em viagem para o lado oposto,
de onde eu parti? e
de onde vêm?
para onde vão?
as pessoas transformam-se em personagens conhecidas de uma viagem em comum:
o caminho.
partir e chegar
um lugar e outro, e outro
mais ou menos distantes.
a sensação de
dominar o interior do comboio.
aquele compartimento passa a ter dono.
a melhor posição
o meu encosto
a melhor janela
a paisagem
o conforto (às vezes desconforto)
o escurecer
...
Hopper. Compartment C, Car 293
1938 Oil on canvas20 x 18 in.
IBM Corporation, Armonk, New York
Natalie. Rep.Checa, 05

Natalie. Suiça, 04
hoje apetecia-me ir... apanhar o comboio e ... sair numa terra desconhecida
olhar tudo pela primeira vez.
andar de comboio é diferente de andar de carro, avião,
é diferente !
a ausência de outros veículos
apenas um ou outro comboio em viagem para o lado oposto,
de onde eu parti? e
de onde vêm?
para onde vão?
as pessoas transformam-se em personagens conhecidas de uma viagem em comum:
o caminho.
partir e chegar
um lugar e outro, e outro
mais ou menos distantes.
a sensação de
dominar o interior do comboio.
aquele compartimento passa a ter dono.
a melhor posição
o meu encosto
a melhor janela
a paisagem
o conforto (às vezes desconforto)
o escurecer
...
Hopper. Compartment C, Car 2931938 Oil on canvas20 x 18 in.
IBM Corporation, Armonk, New York
Natalie. Rep.Checa, 05
Natalie. Suiça, 04
Quinta-feira, Novembro 16, 2006
pintura
AMADEO DE SOUZA-CARDOSO. DIÁLOGO DE VANGUARDAS
15 Novembro 2006 a 14 Janeiro 2007
Gulbenkian
Amadeo de Souza-Cardoso, 1887-1918
'Pintura' (Brut 300 TSF) c. 1917,
óleo sobre tela 86 x 66 cm
Centro de Arte Moderna Fundação Calouste Gulbenkian Lisboa, Portugal
15 Novembro 2006 a 14 Janeiro 2007
Gulbenkian
Amadeo de Souza-Cardoso, 1887-1918'Pintura' (Brut 300 TSF) c. 1917,
óleo sobre tela 86 x 66 cm
Centro de Arte Moderna Fundação Calouste Gulbenkian Lisboa, Portugal
Segunda-feira, Novembro 13, 2006
insistentemente
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco.
poema. Mário Cesariny
fotografias. Geoffroy Demarquet
em todas as ruas te percoconheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão realque o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceuonde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco.poema. Mário Cesariny
fotografias. Geoffroy Demarquet
Sábado, Novembro 11, 2006
Quinta-feira, Novembro 09, 2006
tela de cinema
quando se sonha o mundo vira tela de cinema
somos personagens de um filme
de época de acção de romance
vestimo-nos a rigor para enfrentar o enredo
o tempo pára e o espaço é perfeito.
visitamos lugares reais e imaginários
passeamos em paris e corremos de mão dada pela praia
de manhã é primavera e ao final do dia já é outono
às vezes chove e tu abraças-me
outras vezes o céu é azul
(como hoje. podia ser hoje)
o filme às vezes é a preto e branco
às vezes é a cores
iluminado pelo sorriso
e ao som da música
fazemos cinema.
fotografia. Robert Doisneau, 'Le velo du printemps' 1948 *
Ela faz cinema
Chico Buarque , Carioca. 2006 **
'Quando ela chora
Não sei se é dos olhos para fora
Não sei do que ri
Eu não sei se ela agora
Está fora de si
Ou se é o estilo de uma grande dama
Quando me encara e desata os cabelos
Não sei se ela está mesmo aqui
Quando se joga na minha cama
Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é a tal
Sei que ela pode ser mil
Mas não existe outra igual
Quando ela mente
Não sei se ela deveras sente
O que mente para mim
Serei eu meramente
Mais um personagem efêmero
Da sua trama
Quando vestida de preto
Dá-me um beijo seco
Prevejo meu fim
E a cada vez que o perdão
Me clama
Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é demais
Talvez nem me queira bem
Porém faz um bem que ninguém
Me faz
Eu não sei
Se ela sabe o que fez
Quando fez o meu peito Cantar outra vez
Quando ela jura
Não sei por que deus ela jura
Que tem coração
E quando o meu coração
Se inflama
Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é assim
Nunca será de ninguém
Porém eu não sei viver sem
E fim'
*especial para francis (a sonhar em paris)
** ao vivo e a cores o concerto foi lindo , acompanhado por pessoas lindas cheias de sorrisos que amam a vida . muito bom.
somos personagens de um filme
de época de acção de romance
vestimo-nos a rigor para enfrentar o enredo
o tempo pára e o espaço é perfeito.
visitamos lugares reais e imaginários
passeamos em paris e corremos de mão dada pela praia
de manhã é primavera e ao final do dia já é outono
às vezes chove e tu abraças-me
outras vezes o céu é azul
(como hoje. podia ser hoje)
o filme às vezes é a preto e branco
às vezes é a cores
iluminado pelo sorriso
e ao som da música
fazemos cinema.
fotografia. Robert Doisneau, 'Le velo du printemps' 1948 *Ela faz cinema
Chico Buarque , Carioca. 2006 **
'Quando ela chora
Não sei se é dos olhos para fora
Não sei do que ri
Eu não sei se ela agora
Está fora de si
Ou se é o estilo de uma grande dama
Quando me encara e desata os cabelos
Não sei se ela está mesmo aqui
Quando se joga na minha cama
Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é a tal
Sei que ela pode ser mil
Mas não existe outra igual
Quando ela mente
Não sei se ela deveras sente
O que mente para mim
Serei eu meramente
Mais um personagem efêmero
Da sua trama
Quando vestida de preto
Dá-me um beijo seco
Prevejo meu fim
E a cada vez que o perdão
Me clama
Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é demais
Talvez nem me queira bem
Porém faz um bem que ninguém
Me faz
Eu não sei
Se ela sabe o que fez
Quando fez o meu peito Cantar outra vez
Quando ela jura
Não sei por que deus ela jura
Que tem coração
E quando o meu coração
Se inflama
Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é assim
Nunca será de ninguém
Porém eu não sei viver sem
E fim'
*especial para francis (a sonhar em paris)
** ao vivo e a cores o concerto foi lindo , acompanhado por pessoas lindas cheias de sorrisos que amam a vida . muito bom.
Sábado, Novembro 04, 2006
Sexta-feira, Novembro 03, 2006
momentum

fotografia. cartier bresson
'Oh, for the sake of momentum I've allowed my fears to get larger than life
And it's brought me to my current agendum
Where upon I deny fulfillment has yet to arrive
And I know life is getting shorter
I can't bring myself to set the scene
Even when it's approaching torture
I've got my routine
Oh, for the sake of momentum Even though
I agree with that stuff about seizing the day
But I hate to think of effort expended
All those minutes and days and hours
I have frittered away.
And I know life is getting shorter I can't bring myself to set the scene
Even when it's approaching torture I've got my routine
But I can't confront the doubts I have I can't admit that maybe the past was bad
And so, for the sake of momentum
I'm condemning the future to death
So it can match the past. '
Aimee Mann
a ouvir 'Magnolia OST'.

1. One Listen
2. Momentum Listen
3. Build That Wall Listen
4. Deathly Listen
5. Driving Sideways Listen
6. You Do Listen
7. Nothing Is Good Enough (Instrumental) Listen
8. Wise Up Listen
9. Save Me Listen
10. Goodbye Stranger - Supertramp Listen
11. Logical Song - Supertramp Listen
12. Dreams - Gabrielle Listen
13. Magnolia - Jon Brion Listen
Quinta-feira, Novembro 02, 2006
Quarta-feira, Novembro 01, 2006
o peso da sombra
Falas de sol e lá fora chove.
A quem falas quando
iluminas de uma luz tão quente
cada palavra? A quem dás
a beber a boca, a respirar
o aroma do feno por entre a chuva?
*
Como saber de que matéria
é feito o olhar?
*
Que queres tu ainda?
O sopro das dunas sobre a boca?
A luz quase despida?
Fazer do corpo todo
um lugar desviado do inverno?
..
Eugénio de Andrade
A quem falas quando
iluminas de uma luz tão quente
cada palavra? A quem dás
a beber a boca, a respirar
o aroma do feno por entre a chuva?
*
Como saber de que matéria
é feito o olhar?
*
Que queres tu ainda?
O sopro das dunas sobre a boca?
A luz quase despida?
Fazer do corpo todo
um lugar desviado do inverno?
..
Eugénio de Andrade



